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Faz um Pix — Conheça os 6 principais golpes envolvendo o Pix

O Pix realmente revolucionou a forma como os brasileiros transferem dinheiro, porém, ao mesmo tempo sabemos que existem alguns perigos.

Imagem representa dois dispositivos capazes de realizar uma transferência Pix.
Foto: Imagem Pix
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Com menos de seis meses de atividade, o Pix já superou completamente os outros métodos de pagamento (DOC, TED e Boleto).

De acordo com o Bacen(Banco Central do Brasil) já foram mais de 1,5 bilhões de transações efetuadas via Pix, que movimentaram cerca de R$ 1,109 trilhões.

Logo no início, meados de fevereiro e março, já haviam sido registradas mais de 206 milhões de chaves, das quais podem ser o número aleatório gerado pelo banco, ou outros dados como CPF, CNPJ, número de telefone ou e-mail.

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Infelizmente, a facilidade de transferência, acabou atraindo olhares dos tendenciosos golpistas, que estão se aproveitando para criar cada vez mais formas de enganar pessoas de bem.

Hoje, já se conhece diversos tipos de golpes utilizados por esses criminosos, e nós trouxemos ao menos 6 dos métodos mais utilizados ultimamente, para que você possa se proteger.

1. Clonagem de WhatsApp

Foto: Imagem Pix

Desde que o WhatsApp se popularizou, tornou-se também uma arma na mão de criminosos. E hoje, já se sabe que é um dos meios de ataque mais comuns aos usuários do Pix.

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O primeiro passo que os criminosos tomam ao utilizar o WhatsApp é contatar a vítima, fingindo ser alguém de importância, normalmente um representante de um banco.

O criminosos então solicita um código de segurança à vítima, alegando ser necessário para uma atualização de segurança. Porém, esse código permite a clonagem da conta de WhatsApp do proprietário.

Com acesso à conta da vítima, o golpista começa a se passar pela pessoa, pedindo dinheiro para os contatos próximos, alegando sempre alguma emergência. E através do Pix, ele abocanha o dinheiro de amigos e familiares da vitima.

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Variação Covid-19

Também, existe uma variação desse golpe, aonde o criminoso se passa por agente de saúde do Ministério de Saúde, que está levantando dados para uma pesquisa do Covid-19. O ‘agente’ então faz algumas perguntas à respeito dos sintomas relacionados à doença e por fim, solicita o envio do código que foi recebido via SMS para completar a ‘pesquisa’.

2. Perfil falso no WhatsApp

Este tipo de golpe normalmente está relacionado à contas clonadas. Depois que o criminoso captura o WhatsApp da vítima, ele passa a usar seus dados como fotos de redes sociais para ir atrás de contatos próximos.

Mesmo com o número desconhecido, ainda tem gente que acaba caindo, pois o criminoso alega ter trocado de número, e pede ajuda financeira via Pix.

Por isso é muito importante que as pessoas comecem a cuidar melhor de suas contas digitais. Uma maneira de proteger seu WhatsApp é ativando a verificação em duas etapas, assim você dificulta a vida desses criminosos, evitando que sua conta seja roubada ou clonada facilmente.

Outra dica é não passar nenhum código à desconhecidos que venha a receber em seu celular. Não importa quem o outro lado diga que é. Sempre procure saber muito bem com quem está falando.

3. Engenharia social aprimorada

Da mesma forma que as pessoas aprimoraram sua segurança, combatendo a ação desses criminosos ativando a autenticação em duas etapas. Os criminosos também evoluíram seus ataques, no que podemos chamar de segunda fase desta ação.

Após conseguirem o código SMS, esses criminosos entram em contato com a vítima se passando por representantes da equipe de suporte do WhatsApp.

Ele cita que verificou uma atividade suspeita na conta e pede para que a vítima acesse sua conta de e-mail cadastrada, para recadastrar a autenticação de dois fatores, usando o link enviado pelo suposto ‘suporte’.

A vítima então, acaba clicando no link enviado, o que desabilita essa proteção, facilitando assim a clonagem da conta.

4. Representante bancário efetuando teste no Pix

Outra modalidade que está se tornando bem comum, é aonde o criminoso se passa por representante bancário, geralmente que a vítima é cliente.

E neste contato, o criminoso diz estar efetuando testes no sistema de pagamentos, e solicita um Pix como parte do teste.

Porém, segundo a Debraban (Federação Brasileira de Bancos), nenhuma instituição financeira solicita qualquer dado aos seus clientes ativos, e seus funcionários não ligam para fazer testes, principalmente via Pix.

Por isso, antes de passar qualquer tipo de informação via telefone, certifique estar falando realmente com um representante real de uma instituição, e em caso de dúvidas, sempre procurar os canais oficiais de seu banco.

5. Bug do Pix

Essa fraude é uma daquelas fake news que são espalhadas pelas redes sociais, das quais prometem prêmios ou retornos imensos em valores devido á um Bug (erro) no Pix.

Nesses golpes, afirmam que existe um erro interno no Pix, que faz o usuário receber de valor de retorno maior, ao transferir qualquer quantia para determinada chave.

A vítima então acaba depositando valores aleatórios para as chaves que aparecem, sem saber que de fato estão apenas enviando dinheiro diretamente para as contas dos criminosos.

6. QR Code adulterado via Pix

O Pix trouxe uma facilidade de transferência, chamada QR Code, aonde uma pessoa pode facilmente transferir dinheiro lendo uma imagem código para outra pessoa.

Isso ajudou muito durante a pandemia, aonde muitas pessoas puderam doar valores durante LIVES de famosos, ou ainda para programas dos quais gostam.

Apenas exemplo de uso do QR Code durante as Lives para transferência Pix. Nenhum tipo de golpe ocorreu envolvendo esta Live em questão.

Mas, apesar de útil, o QR Code trouxe um risco grande de golpe, já que criminosos acabam se aproveitando de apresentações (lives) para alterar o QR Code e inserir um adulterado.

Normalmente, esses criminosos baixam a live, para que possam alterar o QR Code utilizado durante a apresentação ao vivo. E futuramente, reposta essa live novamente, com seu código adulterado na frente do original. Recebendo assim, doações de pessoas que não estão atentas.

Atenção constamte pode te afastar de ser mais uma vítima de golpes com Pix

De acordo com entrevista realizado pelo site Canaltech com o especialista em tecnologia e segurança digital Arthur Igreja. Existe algumas maneiras de se proteger dos golpes do Pix.

Abaixo, segue uma lista citada pelo site.

  • Sempre verifique a identidade de quem está solicitando o Pix;
  • Na hora de efetivar a transação, fique atento: os aplicativos estão cada vez mais fáceis de utilizar e o usuário, muitas vezes, seleciona ‘Confirmar’ sem nem perceber que está transferindo recursos para um nome que não conhece;
  • Alguns sites já estão adotando pagamento por Pix. Nesse caso, se o usuário estiver em um ambiente falso, o dinheiro vai para a conta do golpista;
  • É fundamental confirmar o limite disponível para transferência por Pix com a instituição financeira. Às vezes, o próprio usuário comete um erro de digitação e atribui a perda a um golpe;
  • Usuários que não têm familiaridade com o Pix, podem treinar o uso do recurso. Uma boa ideia é fazer um Pix de R$ 1 para um conhecido para testar a funcionalidade. E, se quiser, pode até pedir o dinheiro de volta, já que o processo é gratuito.

O Bacen também tem uma lista de sugestões importantes. Acompanhe:

  • Confira os remetentes de e-mails e não acesse páginas suspeitas, com endereços curtos ou com erros de digitação;
  • Não clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou mensagens de SMS que direcionam a cadastros de chaves do Pix;
  • Cadastre chaves do Pix apenas em canais oficiais de bancos ou fintechs;
  • Em caso de suspeita, procure a equipe oficial do banco;
  • Após o cadastro, o Bacen envia o código por SMS (se a chave cadastrada for um celular) ou e-mail (se ela for um e-mail). Essa confirmação não vem por ligação telefônica nem por link;
  • Não compartilhe esse código;
  • Não faça transferências para conhecidos sem confirmar por chamada telefônica ou pessoalmente. O WhatsApp não é uma boa opção porque pode estar clonado.

Não caia em golpes, e ajude seus amigos e familiares a permanecerem seguros. Compartilhe esse post com todos seus conhecidos, assim fazemos uma corrente de proteção.

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